Artigos de opinião

Rubén González - El Hombre del Piano

 

 

 

 

 

Rubén González (1919-2003)

(Morreu o homem do piano)

 

 

 

 

 

A música cubana despediu-se recentemente de mais uma de suas lendas, depois de Compay Segundo e Célia Cruz, é agora Rubén González, o "Homem do piano", que morre em Havana, aos 84 anos, após alcançar tardiamente a fama mundial como integrante do Buena Vista Social Club.

 

Nascido em Encrucijada, Província de Villa Clara (centro), a 26 de maio de 1919, Rubén González começou a estudar piano em sua casa aos sete anos de idade. Esteve quase a formar-se como médico na Universidade de Havana, cidade para onde se mudou em 1940 e onde tocou com vários grupos musicais, entre eles o de Arsenio Rodríguez e Enrique Jorrín, criadores do ritmo "chachachá", no final dos anos 40.
 


Muitos anos depois, quando sua trajectória já parecia encerrada, foi re-descoberto pelo norte-americano Ry Cooder, que juntou talentos veteranos da ilha sob o nome de Buena Vista Social Club.

Com este projecto, Rubén González (na época com 77 anos), Ibrahim Ferrer, Compay Segundo, Pío Leyva e outros velhos músicos cubanos chegaram à fama mundial e tornaram-se conhecidos em todo o mundo. O cineasta alemão Wim Wenders imortalizou Rubén González e os restantes músicos no seu filme  "Buena Vista Social Club".

Depois de seu trabalho em "Buenavista", o violonista americano Ray Cooder confessou que Rubén era "O melhor solista de piano que já ouvi na minha vida".

 

 

Apesar de sua popularidade, González só gravou três discos em seu nome: um de boleros, em 1974; 'Buena Vista introducing... Rubén Gonzalez', em 1996, e 'Chanchullo', no ano 2000. Também participou como pianista em vários CDs, como os de Ibrahim Ferrer e Omara Portuondo.

 

A pouco e pouco uma velha geração de virtuosos músicos vai desaparecendo, deixando mais pobre a música Cubana.

 

(Nuno Melo )

22 de Dezembro de 2003

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COMENTÁRIOS

 

"Para mim e para muitos, este foi um dos melhores pianistas do século passado e deste tb. O seu trabalho permanecerá eterno pela sua criatividade, pela sua musicalidade, pela sua simplicidade, enfim pelo sua genialidade! Tive a sorte de presenciar o concerto que deu, juntamente com Ibrahim Ferrer e outros membros que participaram no filme "Buena Vista Social Club", no coliseu de Lisboa. Arrisco-me a dizer que foi um dos melhores concertos que vi, absolutamente brilhante.

 Quero apenas acrescentar que é uma pena que este, repito, genial pianista só tenha sido "descoberto" tão tarde e que a sua obra seja pequena". 

João Sousa

26 de Dezembro de 2003

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  Nuno Melo, 26 Dezembro 2003  

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