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A rainha da Salsa - Célia Cruz |
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Célia Cruz (1924-2003)
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"rainha cubana da salsa", Celia Cruz, morreu ontem, aos 78 anos de idade,
sem ter realizado o sonho de morrer cantando, mas satisfeita por ter feito
o mundo dançar durante meio século de carreira artística.
Dois dias antes havia morrido um dos mais célebres músicos cubanos de todos os tempos, Compay Segundo. Celia não fchegou a saber a notícia, uma vez que seu representante, Alejando Zuart, disse ao jornal mexicano "Reforma", na última terça-feira, que o marido dela, Pedro Knight, iria poupá-la.
No último mês de março, Celia foi homenageada no teatro Jackie Gleason, em Miami-Beach, onde compareceram vários astros da música latina e americana. "Não sabia que era tão querida", disse a cantora pouco antes do início da cerimónia. A cantora de origem cubana Gloria Estefan, a mexicana Paulina Rubio, a americana Gloria Gaynor e o porto-riquenho José Feliciano estavam entre os artistas que interpretaram canções que a rainha da salsa tornou mundialmente famosas.
Antes de deixar Cuba, Celia cantou com a orquestra Sonora Matancera. Ao se radicar nos Estados Unidos, gravou com o timbaleiro nova-iorquino de origem porto-riquenha Tito Puente. Em seguida, foi descoberta pela gravadora especializada em salsa Fania. Nas mãos do diretor da orquestra Fania All Stars, Johny Pacheco, uniu-se à banda formada por músicos como Ray Baretto, Mongo Santamaría, Papo Lucca, Pete "El Conde" Rodríguez, Héctor Lavoe, Nicky Marrero, Ismael Miranda e Cheo Feliciano.
Celia Cruz, reconhecida pelo "Azúuuucar!" que gritava nos seus espectáculos e intérprete de sucessos como "Que le Den Candela" e "La Negra Tiene Tumbao" e o clássico "Bemba Colorá" gravou mais de 70 discos e foi premiada com vários Grammy.
(Nuno Melo - Adaptado da France Press) 19 de Julho de 2003
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Nuno Melo, 12 Agosto 2003